Walt nos Bastidores de Mary Poppins


Queda de braço. É assim que o relacionamento entre Pamela Lyndon Travers (Emma Thompson) e Walt Disney (Tom Hanks) flui na tela do cinema. A criadora da leve Mary Poppins é uma senhora amargurada com a morte prematura do pai, Sr. Travers Robert Goff (Collin Farrell), que aconteceu quando ela tinha oito anos de idade, e criou a personagem da babá inglesa como uma forma ficcional de salvá-lo do seu destino. Disney, por sua vez, cortejou –no sentido profissional da palavra- essa mulher ranzinza, por 20 anos, na tentativa de obter os direitos de transformar a história de Poppins num musical. Tudo para honrar uma promessa que fez para as filhas.

Walt Disney (Hanks) e P.L.Travers (Thompson)
num passeio pelos parques da Disney, de Los Angeles, numa tentativa do americano
de quebrar o péssimo humor da australiana.

A equipe de filmagem em ação.

O filme começa em Londres, com a escritora tendo que confrontar a sua realidade de total falta de dinheiro e se vendo obrigada a voar até Los Angeles para avaliar o roteiro que o estúdio havia preparado, de forma a dar –ou não- a sua aprovação para filmagem da obra. Ela chega  disposta a discordar de tudo e todos e de colocar defeito em tudo que aparecer na sua pela frente (nem as bandejas de doces e frutas escapam da sua acidez). Assim, como 'missão dada é missão cumprida, ela retorna à Inglaterra com a mesma atitude irascível com a qual chegou nos Estados Unidos. Cabe a Walt Disney viajar até o Velho Mundo para fazê-la mudar de ideia. Entre uma cena e outra da ‘atualidade dos anos de 1960’, somos mergulhados na infância da escritora, vivida muitos anos antes, numa cidade do interior da Austrália.

A família da escritora numa das cenas iniciais do filme.
Depois da morte do pai, pouco se tem notícia de mãe, irmãs e tia.

À propósito, é na imagem da tia que Pamela se inspira para
criar Poppins. O motivo, nós conhecemos no filme.

Fotos: Divulgação

Uma das razões de eu ter assistido "Walt nos Bastidores de Mary Poppins" foi conferir a participação de Paul Giamatti (foto abaixo) como Ralph, o simpático e otimista chofer de Pamela em Los Angeles. Estava com saudades de vê-lo na telona (passei a admirá-lo imensamente desde “Sideways - entre umas e outras”). Desejo realizado, confesso que me diverti e emocionei-me com o filme, cujo título inicial 'Saving Mr. Banks' é bem mais apropriado que a versão brasileira para dar o tom da história.

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