Aos mestres, com muito carinho


Prepare o lenço para ler este post. É quase impossível não se emocionar com as histórias destes três mestres inspiradores: o primeiro é Mr. Thackeray (Sidney Poitier), de "Ao Mestre, Com Carinho" (1967), seguido por Mr. Holland (Richard Dreyfuss), de "Mr. Holland, Adorável Professor" (1995); e, por último, Mr. Keating (Robbin Williams), de "Sociedade dos Poetas Mortos" (1989). Suas aulas (que podem ser apreciadas através de DVD´s) deixaram lições belíssimas e até hoje inspiram outros professores a usá-las em suas classes, numa tentativa de fazerem a diferença entre os seus alunos. De fazê-los pensar e agir como humanos.


Mark Thackeray é um engenheiro desempregado que aceita dar aulas numa escola do East End londrino, enquanto a sua oportunidade profissional não aparece. Acontece que os alunos (e alunas) da North Quay Secondary School (atualmente, a Mulberry House, localizada na Johnson Street) pertencem a um grupo excluido socialmente e não possuem ambições na vida. São rebeldes, falam cockney e, em muitos casos, chegam a ser violentos e desrespeitosos, a ponto dos demais professores da escola e a direção, considerá-los casos perdidos. Cabe a Mr. Thackeray a missão de colocar uma visão de futuro na frente dessa moçada. Duas cenas que gostei muito: quando o professor leva a turma para visitar o Victoria & Albert Museum (quase todos eles nunca haviam entrado num museu) e a outra de quando a turma decide encarar o preconceito social e racial e vão ao enterro da mãe do único aluno negro da sala. São cenas de arrepiar de emoção! Depois, se conseguir, ouça 'To Sir, With Love', da aluna e cantora Lulu.








No ano de 1964, Mr. Holland decide dar aulas de músicas na fictícia John F. Kennedy High School, enquanto tenta compor a sua grande obra musical. A mulher engravida e os planos de tornar-se compositor são adiados. Ano após ano, o mestre confronta-se com alunos com pouco interesse ou nenhum talento para a música, mas consegue ajudá-los a resolver complexos problemas das suas vidas. Para mim, foi emocionante a cena em que o seu filho, já adolescente (um jovem com problemas de surdez), desabafa através de sinais e pela expressão facial, sobre o quanto é triste ele ver o pai se empenhar tanto em resolver os problemas dos outros, mas ignorar o próprio filho. Ouvir 'Beautiful Boy', de John Lennon, depois disso é de cortar o coração! À propósito, a escola usada para as cenas externas é a Ulisses S. Grant High School, localizada em Portland, Oregon. É bom saber caso queira ir lá matar a saudade do filme.




Quando o professor de Literatura, John Keating, chegou à conceituada Welton Academy (na realidade, a escola privada St. Andrews, em Delaware, EUA), em 1959, para dar aulas a um grupo de rapazes, ele não imaginava que a sua vida - e a dos meninos - iria mudar tanto, a partir do momento em que falasse-lhes sobre "A Sociedade dos Poetas Mortos". Naquela época era normal os filhos fazerem exatamente o que os pais mandavam, sem questionamentos. Os alunos de Mr. Keating resolveram montar a sua própria sociedade, começaram a ter ideias próprias e passaram a desejar realizar os seus próprios sonhos. A consequência para um deles foi fatal e valeu a demissão do mestre. A cena que considerei mais emocionante é a de quando Keating precisa retirar-se da sala e seus alunos, numa forma de dizer-lhes que aprenderam a lição e que estão com ele, sobem nas carteiras em sua homenagem. É de encharcar o lenço!


   
Minha dica: não espere o dia dos professores para assistir as histórias deste post e emocionar-se com este trio de ouro. Além de agradáveis horas na frente da telinha, você pode extrair valiosas lições para a sua vida. Bons filmes e Carpe Diem

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