Woody Allen num tour de jazz pela Europa


Em 1996, a banda de jazz de Woody Allen fez um tour pela Europa. Foram 18 cidades em 23 dias. Através do documentário “Um retrato de Woody Allen”, produzido pela cineasta Barbara Kopple, podemos viajar com Allen por algumas das cidades contempladas pelo tour e, de quebra, conhecer um pouco da sua personalidade e do seu relacionamento com a esposa, Soon Yi, a irmã, Letty Aronson, os membros da banda e os fãs em geral.

Os músicos do tour: No clarinete, Woody Allen; no trombone, Dan Barris; no trompete, Simon Mittenhall; na bateria, John Gill; no baixo, Greg Cohen; no piano, Cynthia Saire; e, no banjo e dirigindo a banda, Eddie Davis.

Viajando com Woody Allen
Paris. Começo do documentário com pit stop na Cidade Luz. Woody para na capital francesa para dormir entre o voo de Nova Iorque e o outro, que o levará a Madri. Lá, ele comenta que a Cidade Luz não tem a mesma emoção que NY, mas, em compensação, é mais bonita e consegue ficar nublada quese que o tempo todo, algo que é positivo para ele, que não gosta de dias ensolarados. 

Com a irmã, Letty Aronson, e a esposa, Soon Yi, pelas ruas de Paris.

Madri é o palco do 1º show da banda. Casa lotada. Música boa de New Orleans, composta por blues, ragtime, dance music e marchas militares. O público aprovou e pediu bis.

Genova e Viena foram os destinos seguintes.


Em Veneza, o Teatro Fenice, onde ele iria tocar, pegou fogo dias antes. Woody viu isso como mau presságio. Celebração dos diretores e prêmio pela sua obra. 
Paris. Na entrada da casa de shows, o luminoso destaca o nome de Woody Allen como principal motivo para assistir o espetáculo. Achei coerente. Eu gosto de jazz, mas confesso que a razão que me levaria a assistir este show seria para ver o diretor de "Manhattan", "Tiros na Broadway" e "Meia Noite em Paris".


Milão, hospedagem no luxuoso Hotel Príncipe de Savoia. Durante o espetáculo, a luz da casa de shows se apaga, pegando a todos de surpresa. Woody segura as pontas e não deixa o público ficar apavorado. Ganhou uma placa dos bombeiros da cidade por tal façanha.

Bolonha. Em frente ao hotel,  muita gente aguarda uma aparição do diretor novaiorquino. Uma hóspede liga para o apartamento dele pedindo para tirar uma foto. Não conseguiu. Allen  diz que não se incomoda de tirar fotos, mas acha invasivo ligarem no seu quarto para pedir tal coisa.

Turim deu uma ideia do esquema midiático que o aguardava. Tratamento de star!

Roma e o público mais ‘formal’ visto pela banda durante todo o tour.

Woody comenta com Soon que a imagem de Roma lhe lembra Fellini e a cena do helicóptero carregando o Cristo, em “La Dolce Vita”.  Acho que, por saber da admiração do novaiorquino pelo italiano, a diretora do documentário colocou a música felliniana de Nino Rota para marcar as cenas feitas na Itália. Ficou ótimo!

Em um certo momento, Woody Allen confessa que sempre está num lugar desejando estar em outro. Quando está nos EUA, deseja estar na Europa e vice-versa. Anedonia? Só sei que eu entendo este problema de Allen, bem comum entre viajantes.
Londres foi a última cidade onde a banda se apresentou e a plateia mostrou-se muito animada com o show. Hospedagem no elegante The Dorchester e o diretor com febre antes do show (mas tocou assim mesmo!).


Nova Iorque. No retorno à cidade natal, Woody costuma divertir-se passeando pelo bairro aonde mora, indo ao cinema, teatro e ao Madison Square Garden. Ele gosta de saber que pode ser 3:30 da manhã ou 4h da manhã, e se quiser uma sopa Wonton, ele vai encontrar. NY é - para ele - a cidade mais fantática do mundo! Os pais são vivos e moram ali. É no apartamento deles que o documentário encerra.

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