"Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras"



Minha paixão está de volta à cidade! Após quase três anos de separação, tive um encontro muito divertido com Sherlock Holmes, o detetive mais famoso de todos os tempos, que retornou ao Brasil com o filme "Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras" (Sherlock Holmes: a game of shadows).

Na segunda produção dirigida por Guy Ritchie, Holmes continua acompanhado de seu fiel escudeiro, Dr. Watson, e tem que enfrentar o seu maior inimigo, o professor Moriarty, um rival tão inteligente e estrategista quanto ele.

Numa combinação brilhante de personagens e situações retiradas dos livros de Conan Doyle, "O Jogo de Sombras" traz um Holmes (novamente interpretado pelo fantástico e hilário Robert Downey Jr) desconfiado de que alguns atentados recentes, feitos com bombas e que resultaram nas mortes de importantes políticos europeus, tenham sido promovidos pelo professor Moriarty (Jared Harrys), um homem admirado e respeitado pelo alto escalão político e intelectual de toda a Europa, portanto, acima de qualquer suspeita. Holmes acredita que Moriarty deseja provocar uma guerra entre as nações europeias para promover a venda de armas de fogo fabricadas por ele, consideradas de alta potência e longo alcance para os padrões da época.

Além do apoio de Watson (Jude Law) e do irmão, Mycrof Holmes (Stephen Fry), o detetive britânico recebe a ajuda de um grupo de ciganos liderados por Sim (Noomi Rapace), uma cartomante que está a procura de seu irmão e corre o risco de ser morta pelo bando de Moriarty.

A estória se passa entre Inglaterra, França, Alemanha e Suíça. A cena 'quase' final (que eu não vou contar aqui qual é para não tirar a graça de quem vai assistir o filme) é uma referência perfeita àquela que é considerada a passagem mais emocionante dos livros de Sir Arthur Conan Doyle. Quem leu a obra de Doyle, e viu o filme de Ritchie, sabe exatamente a qual passagem eu estou me referindo.


Como uma apaixonada declarada que sou das aventuras protagonizadas por Sherlock Holmes, um dos lugares que visitei, quando estive em Londres, foi a casa em estilo vitoriano situada no famoso endereço 221-B Baker Street. O lugar funciona como um museu e foi criado para dar uma ideia que como eram as habitações na época em que 'viveram' Holmes, Watson, Miss Hudson, Irene Adler e o inspetor Lestrade.  


Na capital britânica, endereços como Brixton Road, Serpentine Avenue, Fleet Street, Oxford Street, Tottenham Court Avenue e Nothumberland Street povoam o imaginário dos fãs das aventuras do detetive. Existem, por lá, grupos organizados para guiar os turistas pelos endereços mais frequentados por Holmes e Watson. Um dos lugares visitados durante o passeio é o Sherlock Holmes Pub, localizado no 10 Nothumberland Street, no mesmo local onde, de acordo com a estória O Cão dos Baskervilles, 'funcionou' um hotel frequentado pelas personagens de Doyle.

Toda essa paixão pelo mundo de Holmes começou com "Um estudo em vermelho" e "O sinal dos quatro" e acabou tomando uma dimensão tão gigantesca a ponto da criatura (Holmes) se tornar mais famosa do que o criador (Doyle). Incrível, não?

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