"O retrato de Dorian Gray"


Fotos do filme: divulgação

"...No centro do quarto, preso a um cavalete, encontrava-se o retrato, em tamanho natural, de um jovem de extraordinária beleza, e, em frente, um pouco mais afastado, estava sentado o próprio pintor, Basil Hallward...".

Dorian Gray é o jovem que posa para o retrato de Hallward. Quando se vê na pintura, ele fica tão impressionado com a própria beleza que promete dar a sua alma ao diabo para permanecer tão belo e jovem quanto está no quadro.

E é o que acontece! A partir daquele momento, o jovem é apresentado a sociedade londrina por lorde Henry Wolton, enquanto, influenciado e aperfeiçoando as ideias do amigo, ele mergulha num mundo de vícios, luxuria e crueldades. O tempo passa, mas é a pintura que absorve toda a sua amoralidade. Como havia desejado, Gray continua com a sua face jovem e bela. Mas, o tempo o faz pagar o preço por tal benefício.

O livro foi escrito por Oscar Fingal O´Flahertie Wills Wilde (1854-1900). O primeiro capítulo foi lançado em folhetim, em janeiro de 1890 e a obra completa foi editada mais de um ano depois, em março de 1891. O romance não foi bem recebido pelos críticos e moralistas. O reconhecimento só aconteceu com o passar do tempo, com "O retrato de Dorian Gray" servindo de inspiração para teatro e cinema.


A última versão cinematografica foi dirigida por Oliver Parker e contou com Colin Firth (Henry Wolton) e Ben Chaplin (Basil Hallward) no elenco. O papel principal foi entregue ao belo Ben Barnes, de "As crônicas de Nárnia". O filme tem aquele clima 'gótico' do livro e, na minha opinião, é relativamente fiel a base literária de Wilde. 

Se Dorian Gray decidiu fazer uma viagem pelo mundo, Oscar Wilde não ficou por menos: o dândi irlandês partiu de sua cidade natal, Dublin, para estudar em Oxford. Depois, realizou uma pesquisa sobre a arte italiana pelas cidades de Milão, Pádua, Veneza e Verona. Morou bastante tempo em Londres, mas partiu para fazer conferências por cidades dos Estados Unidos e Canadá. De volta à Europa, flertou com os palcos franceses e foi lá, em plena Paris, que ele passou seus últimos dias de vida, exilado e no ostracismo. 

Em vida, Oscar Wilde nunca se deixou abater pelas críticas. Uma das suas falas memoráveis foi: "O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir. Pensamento e linguagem são para o artista o instrumento de sua arte. Vício e virtude são para o artista materiais de sua arte".

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