Êxodo - Deuses e Reis

A última história do livro bíblico de Genesis é a do hebreu José e de como ele levou seu pai, Jacó, os irmãos e familiares para viverem no Egito, depois de o mundo entrar numa época de fome – a fase das vacas magras. Naquele tempo, só se encontrava comida na terra dos Faraós e berço do Nilo. Depois da morte de José e do Faraó de então, as coisas mudaram e o povo de Deus foi feito escravo. Obviamente, essa situação não ficaria assim por muito tempo. O livro de Êxodo inicia, justamente, com o nascimento de Moisés, o menino predestinado a ser o líder de Israel e a livrar o seu povo da escravidão. São histórias incríveis! Quando elas surgem em filmes, eu não me canso de assisti-las.




A versão mais recente da vida de Moisés é o filme Êxodo: Deuses e Reis (Exodus - Gods and Kings). Nele, Ridley Scott usa e abusa das cenas grandiosas e efeitos especiais para nos contar como Moisés (Christian Bale) cresceu na casa do Faraó e seu relacionamento fraternal com o filho dele, Ramsés (Joel Edgerton, de “O Grande Gatsby”; na minha opinião, ele ficou muito bem careca). Os ‘primos-irmãos’ se estranham depois que a origem hebreia de Moisés é revelada e a situação continua assim, tempos depois, quando este retorna para defender o seu povo e livrá-lo das mãos tiranas de Ramsés. Eu esperei, com expectativa, pelas cenas das dez pragas sobre o Egito e pela abertura do Mar Vermelho. 



Falando em Egito, por conta do tempo decorrido, as locações foram ambientadas, em parte, no Pinewood Studios, de Buckinghamshare, na Inglaterra, e velho conhecido desse blog. As cenas externas, por sua vez, foram feitas na Espanha: Andaluzia (a praia de Pechina, em Almeria, virou o Mar Vermelho) e nas Ilhas Canárias.
 
Fotos do filme: Divulgação

São duas horas e vinte minutos de puro entretenimento (assisti em 3D, mas os óculos do cinema prejudicaram bastante a minha visão da tela) e muita informação. Quem conhece a história bíblica percebe o que foi baseado no livro sagrado e o que foi fruto da criação dos roteiristas Adam Cooper, Bill Collage, Jeffrey Caine e Steven Zaillian. Não vou comentar aqui o que ficou diferente e nem de fora. Só que achei interessante os roteiristas pensarem nas emoções de Moisés e explorá-las no filme: ele é um homem que cresceu entre egípcios e, depois, precisa lutar contra eles, muitos dos quais foram seus amigos. Imaginem a cabeça dele quando viu as pragas afetarem essas pessoas? Uma ótima ideia!
Mais informações: Locações by Imdb

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