"A Partida" e as minhas saudades

Marcelo, Aldair e Marco Antonio me recomendaram este filme. Disseram-me que era emocionante, que merecia ser visto. Segui a dica deles e assisti "A Partida", um filme japonês, lançado em 2008.

Com direção de Yojiro Takita, ele conta a história de Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), um músico que trabalha numa banda e perde seu emprego quando a mesma é dissolvida. Sem dinheiro e perspectiva profissional, ele decide abandonar Tóquio e retornar à sua cidade natal, Yamagata, ao norte do Japão. Lá, ele aceita, relutante, um emprego de "Nokanshi", profissional que realiza "o ritual do acondicionamento", ou seja, prepara o corpo do morto para que deixe o plano terrestre com dignidade. Não é exatamente um tipo de trabalho respeitado pelos seus próximos, incluindo a sua esposa, que só aceitam a nova profissão de Daigo quando eles mesmos se veem diante de frente com a morte. O ponto alto é visto quando Daigo prepara o corpo do próprio pai e descobre que, apesar de tê-lo abandonado junto com a mãe quando ele tinha 6 anos de idade, o pai nunca o deixou de amar.

A descoberta do valor da vida quando se depara com a morte é algo bem realista e emocionante na trama. Além disso, as belas e bem cuidadas paisagens do interior japonês nos transmitem uma sensação de serenidade e são mais um motivo para assistir "A Partida", que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro  em 2009.

Assistir este filme me fez sentir saudade dos amigos japoneses, que fiz quando estava estudando na Austrália: Iko, Taka, Kioko e Zuki.

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